domingo, 26 de setembro de 2010

Biografia de Machado de Assis


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1839 (21 de julho) - Nasce Joaquim Maria Machado de Assis. Filho de um operário mestiço de negro e português, Francisco José de Assis, e de D. Maria Leopoldina Machado de Assis. Perde a mãe muito cedo e é criado pela madrasta Maria Inês.
1851 - Morre seu pai. D. Maria Inês se emprega como doceira num colégio, e Machado de Assis, torna-se vendedor de doces.
1855 (12 de janeiro) - Publica seu primeiro trabalho:o poema "Ela" na revista Marmota Fluminense.
1856 - Consegue emprego como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Nacional.
1859 - E ra revisor e colaborava com o jornal Correio Mercantil 
1860 - A convite de Quintino Bocaiúva, passa a fazer parte da redação do jornal Diário do Rio de Janeiro.
1861 - primeiro livro impresso: Queda que as mulheres têm para os tolos, onde aparece como tradutor.
1862 - era censor teatral, cargo que não rendia qualquer remuneração, mas o possibilitava a ter acesso livre aos teatros.

1864 - Publica seu primeiro livro de poesias, sob o título de Crisálidas.
1867 - é nomeado ajudante do diretor de publicação do Diário Oficial.
1869 (12 de novembro) - casa-se com Carolina Augusta Xavier de Novais. 
1881 -
com a posse como ministro interino da Agricultura, Comércio Obras Públicas do poeta Pedro Luís Pereira de Sousa, Machado assume o cargo de oficial de gabinete. 
1897 - foi eleito presidente da Academia Brasileira de Letras
1908 (29 de novembro) -   Falece no Rio de Janeiro

Obras do autor

 
Comédia
Desencantos (1861); Tu, só tu, puro amor (1881).
Poesia
Crisálidas (1864); Falenas (1870); Americanas (1875); Poesias completas (1901)
Romance
Ressurreição (1872); A mão e a luva (1874); Helena (1876); Iaiá Garcia (1878); Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881); Quincas Borba (1891); Dom Casmurro (1899); Esaú Jacó (1904); Memorial de Aires (1908).
Conto:
Contos Fluminenses (1870); Histórias da meia-noite (1873); Papéis avulsos (1882); Histórias sem data (1884); Várias histórias (1896); Páginas recolhidas (1899); Relíquias de casa velha (1906).
Teatro
Queda que as mulheres têm para os tolos (1861); Desencantos (1861); Hoje avental, amanhã luva (1861); O caminho da porta (1862); O protocolo (1862); Quase ministro (1863); Os deuses de casaca (1865); Tu, só tu, puro amor (1881).

Curiosidades de Machado de Assis


 1 - Segundo seus biógrafos, Machado não teve educação formal. Para ajudar a família, começou a trabalhar vendendo balas e doces.


2 - O escritor era influente em francês, língua que aprendeu com um padeiro. O alemão e o inglês Machado aprendeu estudando sozinho.


3 - A caligrafia do escritor era tão ruim que, às vezes, até ele tinha dificuldade de entender o que escrevia.


4 - Machado de Assis tinha epilepsia. Além disso, o autor de Iáiá Garcia era gago.


5 - Aos 17 anos, Machado passou a trabalhar na Tipografia Nacional onde, ao ser flagrado lendo escondido, quase foi demitido.
6 - Como era comum na época, Memórias Póstumas de Brás Cubas foi publicado em folhetins e só mais tarde lançado em livro.


7 - Ao longo de sua carreira, Machado de Assis usou 21 pseudônimos. Na revista A Semana Ilustrada, usava o pseudônimo de Dr. Semana.

8 - O jogo predileto de Machado de Assis era o xadrez. Ele participou do primeiro campeonato de xadrez disputado no Brasil. As peças usadas pelo escritor estão até hoje em exposição da ABL – Academia Brasileira de Letras.

Frases do autor


“Deus, para a felicidade do homem, inventou a fé e o amor. O Diabo, invejoso, fez o homem confundir fé com religião e amor com casamento.”
“Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar.”
“O dinheiro não traz felicidade — para quem não sabe o que fazer com ele.”
“Esquecer é uma necessidade. A vida é uma lousa, em que o destino, para escrever um novo caso, precisa de apagar o caso escrito.”
 “Lágrimas não são argumentos.”
“Creia em si, mas não duvide sempre dos outros.”
“Não levante a espada sobre a cabeça de quem te pediu perdão.”
“A mentira é muita vez tão involuntária como a respiração.”

Filme


Memórias póstumas é um filme brasileiro de 2001, do gênero comédia dramática, dirigido por André Klotzel, e com roteiro baseado na obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.
A trama do filme começa com o enterro de Brás Cubas, um malandro e bon-vivant do Rio do século 19. Seu "fantasma", então, resolve fazer uma retrospectiva dos episódios que marcaram sua vida: o nascimento, a infância, os romances, as desilusões, a morte. Apesar de seguir ordem cronológica, desde o nascimento até sua morte, Brás inicia seu relato com seus últimos momentos, para só depois contar sua biografia..

Percebe-se que pequenas adaptações foram feitas do livro para o filme, sem, porém, qualquer perda para o ritmo da história. Exemplo disso é o uso do termo espectador em vez de leitor, já que Brás Cuba faz seu relato de forma pessoal, como se conversasse com o leitor/espectador.
Boa parte do texto empregado no filme constitui-se de citações literais de Machado de Assis. A fotografia é de Pedro Farkas e a direção de arte é de Adrian Cooper. A trilha sonora é de Mário Manga.
O filme não só retrata à sociedade do seu tempo, mas também mexe com espectador levando a profundas reflexões sobre atos praticados quase naturalmente no dia-a-dia. E além de retratar e divertir o filme faz com que os espectadores pensem e reflitam e assim consigam, de alguma maneira, crescerem como pessoas, como seres humanos. Não tendo uma vida como Brás Cubas com o falso brilho que a riqueza pode dar, mas inútil do ponto de vista humano.

Elenco


Reginaldo Faria - Brás Cubas e seu fantasma
Petrônio Gontijo - Brás Cubas jovem
Marcos Caruso - Quincas Borba
Stepan Nercessian - Bento Cubas
Viétia Rocha - Virgília
Débora Duboc - Dona Eusébia
Otávio Müller - Lôbo Neves
Walmor Chagas - Dr. Vilaça
Sônia Braga - Marcela
Nilda Spencer - Dona Plácida
Joana Schnitman - Mãe de Virgília

Principais prêmios e indicações do filme


Festival de Gramado
Recebeu cinco Kikitos de Ouro, nas categorias de melhor filme escolhido pelo júri, melhor filme escolhido pela crítica, melhor direção, melhor roteiro e melhor atriz coadjuvante (Sônia Braga).

Grande Prêmio BR de Cinema
Recebeu três indicações, nas categorias de melhor roteiro, melhor direção de arte e melhor fotografia.

Trechos do filme



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